segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

★★Álibi de Orfeu no Tattoo Day Pará 2019 - 13/01/2019★★

http://www.metalpara.com.br/2019/02/alibi-de-orfeu-no-tattoo-day-para-2019.html
No dia 13 de Janeiro de 2019 estive mais uma vez no Hotel Princesa Louça para fazer a COBERTURA EXCLUSIVA da apresentação da banda Álibi de Orfeu no Tattoo Day Pará 2019!

Foi a SEGUNDA cobertura de 2019, sendo que a PRIMEIRA cobertura foi um dia antes, no mesmo evento e local, só que com a banda Gibbamones e você pode conferir a matéria completa sobre essa apresentação da Gibbamones clicando AQUI!!

Cheguei ao local por volta dás 14:40h e não demorou para que os integrantes da banda Álibi de Orfeu chegassem e tranquilamente encaminharam-se ao palco e foram afinando os instrumentos e se posicionando para a passagem de som.

 



Assim como comentei na matéria sobre a Gibbamones no Tattoo Day Pará, faço questão de comentar novamente a respeito da cobertura de som e iluminação, a qual foi muito bem feita por "uma das melhores coberturas de som e iluminação de Manga City... JEFFERSOM EVENTOS!!! Tudo de primeira linha e com uma excelente equalização."
Após montar, ligar e afinar tudo, tem início a passagem de som... Primeiramente com cada um dos integrantes da banda que um por vez confere agudos, graves, volume, retorno e com o auxilio do técnico de áudio da JEFFERSOM EVENTOS isso é feito com bastante precisão e eficiência, além da agilidade nesses procedimentos todos, esse "profissionalismo" dá uma certa confiança tanto para os músicos, quanto para quem está observando mais atentamente como eu, de que a apresentação tem tudo pra acontecer sem "percalços"!!
Depois de todos os músicos estarem com seus instrumentos devidamente afinados e equalizados na mesa de som, chega a hora da "passagem geral" onde a banda escolhe uma musica ou um trecho de uma e a executa para que o técnico de áudio e os próprios músicos possam perceber o que mais pode ser melhorado, tendo em vista a melhor equalização dos instrumentos, inclusive a voz para que todos justos fiquem mais '"agradáveis" aos ouvidos do público.
Tudo pronto e dentro dos conformes e o mestre de cerimônias do evento, o meu nobre amigo Nicolau Amador toma o palco para anunciar a banda Álibi de Orfeu...
 
Devidamente anunciada, a banda paraense Álibi de Orfeu dá início a sua "Opera Rock" com a musica "Não Me Fale Mais Nada" e na sequência a musica "Verde Mar"... Uma das que mais curto!!

Show PHODÁSTICO e redondinho do início ao fim...

Banda altamente entrosada e a cumplicidade entre os músicos é notória, o que mostra não só a capacidade musical dos integrantes da banda mas também que a longevidade da mesma só fez bem para o projeto.
Mesmo com a troca de alguns integrantes, fato que ocorre com praticamente todas as bandas, a Álibi de Orfeu sempre manteve a sua "pedra fundamental"...

O baterista e um dos fundadores da banda, o nobre Rui Paiva.
Por falar em troca de integrantes a última vez que tive a oportunidade e o prazer de registrar a banda em ação foi no show da Cantora Pitty com a turnê "Sete Vidas", o qual ocorreu na ELEMENT em Maio do ano de 2015 e você pode conferir a MATÉRIA COMPLETA  desse evento clicando AQUI!!

 










Na ocasião a banda estava com a seguinte formação... Karen Iwasaki no Vocal, Rafael Mergulhão e Sabá Netto nas Guitarras, Sidney KC no Contrabaixo e Rui Paiva na Bateria.
Atualmente a formação da Álibi de Orfeu contempla os mesmos músicos com exceção do guitarrista Sabá Netto que saiu do projeto por motivos de "força maior" e assim o nobre Vitor Estácio assumiu uma das duas guitarras da banda.
Pensando em vários fatos como os mais de TRINTA anos da banda, a "nova" formação e o lançamento do NOVO álbum da banda intitulado DESTERRO...


O qual deve ser lançado no mês de Fevereiro do corrente em um grande show com outras atrações paraenses e de fora do estado, percebi que nada melhor do que ir na fonte, com integrantes da banda e assim poder trazer para o leitor um conhecimento mais "intimo" sobre a mesma.
Dai pedi a três integrantes que elaborassem um texto relativo a banda Álibi de Orfeu´contando sua relação com o projeto e as suas perspectivas para o futuro.


Então solicitei esse texto para o nobre Rui Paiva que é a pedra fundamental da Álibi de Orfeu, para bela e talentosa Karen Iwasaki que é a vocalista e para o nobre Vitor Estácio... A mais nova "aquisição" da banda.

Abaixo estão os três textos na integra e exclusivamente para o leitor(a) do Blog Metal Pará!!!... CONFIRA!!!

Rui Paiva:
- São 32 anos na estrada, desde o dia em que a banda oficialmente fez o primeiro show nos palcos sagrados do Teatro Waldemar Henrique em novembro de 1987.
Uma temporada progressiva que justificava o nome de Orfeu na infinidade de possibilidades musicais, sem estereótipos e nem preconceitos.
- Desde aquele tempo, muita coisa aconteceu pelos palcos da vida e muitos acontecimentos memoráveis na história de jovens com álibis bem definidos para resguardar os deuses do rock.
- Orfeu, o deus grego da música, resolveu acenar as batutas ao norte do Brasil, pois ali se concentrava, no início dos anos 90, um dos maiores movimentos de rock com centenas de bandas espalhadas pela grande Belém. Um verdadeiro celeiro de valores musicais e força criativa.

- A primeira música do Álibi de Orfeu a se destacar foi “Retratos”, antes mesmo da gravação do primeiro disco. Diz a lenda que para gravar em boa qualidade, venderam até os pneus do carro para pagar o estúdio de 8 canais. E o interesse das emissoras de rádio comercial foi imediato, pois havia algo diferente do usual, uma menina cantando numa banda de rock.
- Era fácil ouvir “Retratos” em algumas programações ao lado de nomes do rock nacional como Ira!, Barão Vermelho, Dulce Quental e outros. Além disso, as emissoras populares que normalmente tocavam brega, também tocavam a música da banda. Com isso vieram inúmeros convites para shows e eventos públicos ao lado de grandes nomes do rock nacional e da música paraense.

- O primeiro álbum, ainda em vinil, em 1992, o debut do Álibi de Orfeu nas gravações, contou com a produção de Edgard Scandurra tocando violão, guitarra e fazendo alguns vocais e backvocals. Uma das músicas de maior sucesso desse álbum foi um reggae rock cantado em inglês, Suffering Man, em que a vocalista Gabriela Pinheiro dividia os vocais com Scandurra. Dizem que até então, ele nunca havia cantado reggae na vida.  Na época a banda misturava descaradamente a black music com o hard rock e a música erudita.
- Nos anos 2000, a banda depois de se transmutar e de se ressignificar ainda com os ventos das batutas de Orfeu, volta a compor e a produzir material novo e inédito.
- Os integrantes iniciais mudaram e da formação inicial ficou o baterista Rui Paiva. Somado ao time, Sidney KC assumiu o contrabaixo e passou a assinar várias composições com Rui e demais integrantes.

- Tanto Rui quanto o KC coordenam o time orfeônico até os dias atuais. Além de diversas apresentações em grandes festivais como Fest Rock e com aberturas memoráveis de shows nacionais, gravaram um EP com 4 músicas para a plateia que já cantava canções nos shows músicas como “Quem disse que a vida era fácil?” e “Espaço de Ninguém.

- Resolveram gravar em 2006, um álbum cheio, com 12 músicas, intitulado “Só Veneno”. Novamente Scandurra participa da produção de parte do álbum ao lado da banda, e toca violão e canta na balada “Nossa Torre de Babel”, canção muito executada nas rádios do segmento pop-rock. O “Só Veneno” praticamente esgota nas lojas e muitos shows aconteceram com a cantora Gláfira nos vocais, Serginho Barbosa na guitarra, Rui na bateria e KC no contrabaixo.
- A banda fez muitas apresentações em eventos locais e em outros municípios. Participou de um dos maiores eventos brasileiros de música independente no Ceará e chegou a fazer uma série de shows na capital cearense e na TV Cultura nacional.
- Logo depois, em 2013, a banda começou a desenvolver outro projeto bem interessante e diferente, uma mistura de músicas e com novos arranjos de músicas dos renomados Mutantes e Secos & Molhados. Foi um trabalho de reelaboração de arranjos e com gravação de músicas lado A e lado B dessas duas bandas muito admiradas do rock nacional.
- Os critérios para os arranjos mantiveram a base do estilo hard rock denso, característica do Álibi de Orfeu, com a essência de músicas consagradas dessas duas bandas.
 

















- A partir de 2015, com o desenvolvimento e transformação do mercado fonográfico, inicialmente, do analógico para o digital e do digital para as plataformas, a banda disponibilizou as músicas gravadas, e aproveitou para desenvolver um novo trabalho conceitual e diferente, uma Ópera Rock intitulada “Desterro”.
- Uma história ambientada na Amazônia paraense, com diversas nuances da cultura popular, em que uma adolescente sai de sua terra natal depois de ver a ganância por terras e a luta pelo poder de grileiros, causar a morte de parentes. A garota foge para Belém onde várias situações cotidianas são abordadas nas músicas autorais, inseridas em um enredo que mistura a essência da vida aos mitos locais.
- A história causa uma reflexão e deixa para cada pessoa decidir sobre suas impressões a respeito do destino de tudo. O grupo usa o hard rock com elementos da música paraense nos ritmos e nas melodias em um dos trabalhos conceituais mais diferentes já realizados no Pará, justamente uma Ópera Rock - Desterro. São 14 músicas compostas exclusivamente para essa ópera.
- Enfim, são 32 anos de história de música. Uma história de uma das bandas mais antigas da cena do rock paraense, porém incansável e determinada em sempre criar e mostrar o resultado de anos de experiência ao fazer o que mais gostam - música...

Sempre o Álibi de Orfeu aliado a novos integrantes como Rafael Mergulhão nas guitarras e violão, Victor Estácio guitarras e violão e a cantora Karen Iwazaki, fazem parte de uma festa para o show não parar de soar.
- Como diz o outro, continuar a fazer zoada ao som de uma forte bateria, de um baixo poderoso, de guitarras seguras estrondosas e de voz emocionante. É a fórmula de quem se mantém numa história motivante e misturada a diversas vivências, em um verdadeiro caldo grosso musical. 
 

Karen Iwasaki:
- Eu recebi uma mensagem do Rui que estava recrutando vocalistas pra fazer um teste pra Álibi, pedindo pra que eu enviasse um vídeo meu cantando. Eu peguei meu violão velho na mesma hora e fui gravar, sendo interrompida pelo meu filho, que na época ainda era bebê, batendo no violão e pedindo colo! Eu não tinha muito tempo de sobra, então enviei o vídeo do jeito que estava. Acho que foi o Miguel que os convenceu!

- Uma semana depois, o Sidney entrou em contato me pedindo pra fazer um teste. Fiz o teste e logo depois me ligaram dizendo que fui escolhida.
 

















- Fiquei muito feliz porque nunca havia imaginado cantar na primeira banda que assisti  ao vivo. Eu tinha 12 anos. Eles abriram o show da Pitty, e eu era a maior e mais nova fã presente no Cidade Folia. Naquele dia eu tive certeza que queria ser cantora!
- No meu primeiro ensaio com eles, eu já senti um choque de gerações, pois todos são mais velhos, e eu na época tinha 21 anos, mas achei que tinha muito o que aprender com eles e não quis desistir.
 Nunca foi difícil ser integrante da banda, e o fato de ser a única mulher também nunca foi um problema! Minha opinião e minhas ideias sempre foram respeitadas. Eu tive a sorte de ter homens extremamente amorosos e cuidadosos dividindo palco comigo desde o meu primeiro dia.
- Costumo chamar o Sidney de “pai do rock”, porque é assim que eu o vejo. Ganhei esses amigos que pretendo levar pra vida toda.  Nossa única divergência é porque temos referências musicais diferentes, mas até nisso conseguimos SEMPRE entrar em um consenso.  Fazer parte da Álibi foi um presente dos céus!
- Esse ano de 2019 vai ser um ano atípico pra todos nós porque muita coisa aconteceu nos que se passaram! A vida adulta exige alguns sacrifícios, e a gente acaba priorizando certos aspectos!
 
















- Demos uma parada por conta do trabalho dos caras, e de alguns problemas pessoais, eu estava concluindo a faculdade de arquitetura e urbanismo e quem conhece sabe como é difícil e sofrido, mas esse ano estamos tentando dar conta de tudo!
- Pretendemos estar nos palcos com mais frequência. O próximo passo vai ser o show de lançamento do disco. Esse filho já nasceu há algum tempo, e viemos trabalhando nele aos poucos com calma, pra que saísse tudo perfeitamente de acordo com a nossa vontade, mas agora ele já está mais que consolidado, e ficamos muito satisfeitos e felizes de poder mostrar o nosso trabalho.
Vitor Estácio:
- Marcelo, minha relação com a banda é de longa data. Sidney e eu somos amigos há quase 15 anos e foi por um pedido dele que eu comecei a trabalhar nos bastidores da banda.
 






- Lá na formação do “Só Veneno” eu ajudava bastante cumprindo a função de roadie. Com o tempo eu fui tendo participação na produção da banda como um todo. Nesse disco há, inclusive, participação minha nas gravações de dois backing vocals bem discretos.
 





- Depois cheguei a fazer os violões das duas baladas do disco em apresentações ao vivo, inclusive no lançamento daquele álbum. O Álibi foi uma banda que sempre mudou. Isso tem seu lado positivo porque é sempre um vigor novo, mas também tem seu lado negativo porque deixa a gente mais distante dos amigos que fizemos ao longo dessa estrada (Saudades, Serginho!).
- A banda amadureceu com isso, o que leva a gente ter necessidades, também. E nesse caminho, meu interesse pessoal pelo audiovisual, que corre em paralelo, começou a encontrar no Álibi um laboratório para testar o que eu ia aprendendo como entusiasta. As primeiras fotos feitas no Ná Figueredo ainda tinha a Gláfira como vocalista. E de lá para cá, as fotos oficiais da banda são todas minhas.
- É legal porque eu tenho esse registro em fotos do quanto a gente mudou. Depois, com entrada na Norah, a gente sentiu a necessidade de fazer um vídeo para apresentar a vocalista. Foi a minha primeira experiência com clip PENSADA. Foi massa! 
- Em seguida, na fase de composição do “Desterro” eu filmei Verde Mar. Foi um vídeo trabalhoso porque teve um contingente de figurantes grande e eu tive que gerenciar um mundaréu de gente.

 

- Na sequência veio o vídeo de Vozes. Nesse a dificuldade foi outra porque eu produzi, filmes e pós produzi o clip inteiro sozinho. Todas as câmeras são minhas. Até os postes de luz e a grua usados fui eu quem montei. Eu gosto desse clip! O meu take preferido é o do solo do Sabá.

 


-  Tentei fazer dele o Slash. HAHA E agora eu tô na banda como “guitarrista”. O que sempre foi um hobby para mim, também. Nunca tive pretensão. Fora as vezes com o Álibi cobrindo os violões, nunca tive banda, nunca toquei shows completos. Uma canja ali e acolá, mas muito esporádico e nada que exigisse muito talento da minha parte.
- E como banda é um relacionamento, foi difícil a saída do Sabá porque, para mim, foi a melhor formação que o Álibi teve. Eu tava esperando um próximo disco feito em conjunto com essa formação. Mas não deu. Ele tinha um projeto próprio. Então tivemos que procurar alguém para substituir.
 

- Estando por trás da banda, essa iria ser mais um missão para encontrar não um cara que tocasse MUITO (porque guitarrista tem a rodo), mas alguém que se identificasse com as músicas e criasse um relacionamento legal com a gente. Principalmente porque somos muito amigos MESMO.
 











- Não rolou! E aí, como eu já participo de muitas esferas da banda, tomei a decisão. Mesmo sem ter gravado, o Desterro tem interferência minha no que ficou e no que saiu de arranjo, audição de mixagem, etc. O guitarrista novo não apareceu e eu disse “Me dá aqui que eu vou tirar as músicas e vamos nessa porque o disco tá gravado”. Fiz o teste, passei e cá estamos.
- Musicalmente eu preferiria que o meu amigo Sabá estivesse tocando. É um puta guitarrista! Mas eu jogo pelo time. E o que o time precisa é que eu desenferruje os dedos e volte a tocar. Ah! Mas eu continuo com as fotos e vídeos. Teve o clip de “Longe de Ti”. Aí foi brabo porque eu fiz o vídeo, mas também tô lá tocando.


- Eu sou professor de ciências. Como eu disse, o Álibi é meu laboratório para testar as coisas que eu aprendo com meus hobbies. E esses hobbies todos voltam para o meu trabalho em sala de aula. - O que é outra característica do Álibi!

 


- O único músico com formação acadêmica e profissional, no sentido de exercer a profissão regularmente, é o Rafa.
- Somos todos advogados, economistas, arquitetos e professores. E é isso! Tô me tremendo mais que vara verde porque eu saí do conforto da mesa do meu computador pra substituir uma linhagem de PC de Moraes, Serginho e Sabá, direto em um show no Hangar. Bora ver! HAHA. Tomara que as fotos fiquem boas, pelo menos.
 





E essa foi a SEGUNDA cobertura de 2019, com uma SUPER banda paraense, com mais de TRINTA anos de estrada e pronta para o que der e vier!!!... Vida longa ao Álibi de Orfeu!!
Aproveito a oportunidade para deixar aqui meus agradecimentos pela confiança no meu trampo com o Blog Metal Pará!!!... Thanks meu nobre Rui Paiva!!!

 




Assista aos vídeos abaixo, confira todas as fotos desse evento clicando no cartaz no topo desta postagem e COMPARTILHE a mesma em suas redes sociais e ajude você também a divulgar a sua cena! 




Vídeos:






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